PEC que propõe o fim da escala 6×1 é aprovada na Câmara dos Deputados

Aprovada na Câmara dos Deputados, a PEC que propõe o fim da escala 6×1 traz em seu texto uma mudança profunda e muito importante para o meio corporativo: a dispensa do controle de jornada para profissionais da iniciativa privada com diploma de nível superior e remuneração acima de R$ 21,1 mil.

Em recente entrevista ao Estadão, nossa equipe de Direito Trabalhista analisou os impactos práticos e os pontos de atenção que essa proposta traz para as empresas:
– A dispensa do ponto não significa jornada livre: O fato de o profissional com salário alto não registrar o cartão ponto não dá margem para jornadas exaustivas. Se houver cobrança excessiva e o trabalhador comprovar que era exigido além da conta, o direito ao recebimento de horas extras permanece.

– Impacto na “Pejotização”: Embora o texto tente desestimular o modelo de contratação via PJ nessa faixa salarial, avaliamos que essa migração para a CLT é improvável, já que a escolha pelo formato de Pessoa Jurídica está muito atrelada ao planejamento fiscal, à redução de impostos e à previdência privada.

– Incerteza em jornadas especiais: A redução da jornada geral para 40h semanais pode gerar forte insegurança jurídica em regimes já consolidados pelo mercado, como a escala 12×36 (que totaliza 42h semanais).

O cenário exige que as empresas debatam o tema de forma calma, técnica e estratégica, estruturando um compliance trabalhista sólido para evitar passivos no futuro.

Confira a análise completa nos links abaixo! O tema foi debatido pelo nosso sócio trabalhista, Thiago Collodel, em entrevista exclusiva ao ESTADÃO, com repercussão no Terra.

Clique para ler no Estadão (para assinantes).

Clique para ler no Terra.

Compartilhe: